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Blog de Ulisses Tenório da Silva
 


Dia -7

Quase tudo pronto para o início da caminhada no Caminho de Santiago! Mochila, tênis, bastões de apoio, cantil, canivete, saco de dormir, quase tudo comprado. Faltam os Euros, um anorak (casaco que protege do frio e da chuva)...



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 18h09
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A manca evolução da sociedade

A sociedade, apesar de apresentar evolução em diversos aspectos, em outros sofre de uma evidente regressão de valores, realidade identificada quando, aos poucos, ela vai deixando de lado o senso social e comunitário e encaminhando para uma valorização excessiva do individualismo e à lei dos mais fortes. Exalta-se tanto a democracia, mas o que se vê na realidade são vontades e decisões unilaterais se sobrepondo ao senso comum e a decisão do mais forte prevalescendo em prejuízo dos mais fracos.

A maior parte da sociedade é influenciada, seja pela mídia de massa, seja pelo egocentrismo próprio do ser humano, a acreditar que a felicidade só pode ser alcançada satisfazendo-se aos desejos individuais, obtendo-se o sucesso particular e auto-realização. Ser livre é poder viver sua própria vida sem precisar depender de ninguém. Suprir todas as necessidades pessoais por meio do próprio ganho é o objetivo a ser alcançado. Criam-se tantas leis, tratados, convenções, declarações, assegurando igualdade de direitos aos cidadãos, contudo, na prática, prevalece os interesses de indivíduos e grupos privilegiados, com poderes político-econômicos. E com isso, esquece-se de pensar no próximo, ignora-se o verdadeiro significado de viver em sociedade. Vivemos uma profunda falta de amor ao próximo.

A consequência disso varia desde injustiças sociais a verdadeiros atentados contra a vida, muitas vezes sob a chancela da justiça. Hoje discute-se à revelia a legalização das drogas, legalização da eutanásia e da pena de morte, legalização do aborto, justificativas para guerras, dentre tantas outras anomalias sociais. Mas será que essas discussões, no seu cerne, beneficiam o indivíduo ou a sociedade, o mais forte ou o mais fraco? O aborto vai beneficiar a mãe, que teve liberdade e decisão de ter ou não a gravidez, ou a vida em seu ventre, que nem pode se defender? A legalização das drogas vai beneficiar quem usa ou quem fornece?

A guerra do Iraque comandada pelos EUA ceifou milhares de vidas humanas justificadas pela suposta posse de armas químicas por parte daquele país, fato que nunca foi comprovado. Israel atacou um comboio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e matou várias vidas que estavam ali com o objetivo de ajudar o necessitado. Mesmo com tantas provas evidentes de injustiças e mortes em vão, líderes mundiais reprovam a iniciativa do governo brasileiro de tentar resolver os problemas diplomáticos por meio da negociação, como é o caso do Irã. Há uma clara inversão de valores! Onde fica a mensagem de Deus que diz “Escolhe, pois, a vida!”?

O nosso dever aqui na Terra, como portador de uma alma que veio de Deus, é servir ao próximo, é ajudar-se mutuamente, é dar frutos. Uma árvore não somente produz seu próprio alimento por meio da fotossíntese como também dá frutos, que servirão para alimentar outros seres; ou seja, ela se sustenta e sustenta ao próximo. Assim também devemos ser como seres humanos. Porque disse Jesus: “Todo ramo que não produz frutos será cortado e jogado ao fogo, pois consomem em vão a seiva.”

Somente quando a humanidade entender corretamente o verdadeiro significado do amor é que poderá se vislumbrar um mundo mais humano e ao mesmo tempo mais divino. Amor esse não o sentimento afetivo, mas o amor respeito, amor senso de justiça, amor fraterno, amor ágape, o amor pregado por Jesus em sua passagem no meio de nós. Esse amor não se sente por um ou pelo outro, esse amor simplesmente se tem, e por todos, sem distinção. Nesse tempo, poderá dizer-se que a sociedade estará substancialmente evoluida.



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 07h07
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Como ficar rico? Existe alguma receita para enriquecer?

A receita para ficar rico é a mesma para se conseguir tudo na vida: vontade + esforço. Nada é imune a esta fórmula. Primeiro você tem que querer muito ficar rico, tem que ter força de vontade suficiente para agir, e agir sob qualquer circunstância. Não imagine que ficar rico é dádiva dos deuses, privilégios das pessoas de sorte, etc. Nada disso. Ficar rico é para quem corre atras.

Existem diversos livros sobre o assunto de como ficar rico, os segredos dos ricos, organizar a vida financeira, etc... Leia-os. Junte as dicas dos vários autores e procure segui-las. Lembre-se: o retorno de sua empreitada é proporcional à sua dedicação e esforço para atingir seu objetivo. Pense nisso sempre: em ficar rico. Imagine-se rico. Pensamentos atraem sentimentos que atraem ações que atraem resultados.

Pense em tudo que possa lhe render dinheiro. Olhe ao redor, veja o que as pessoas de sucesso fazem para ganhar dinheiro. Leia as biografias das pessoas de sucesso. Observe as pessoas ricas e descubra como elas conseguiram. Siga esses exemplos.

Pense em algo que você goste de fazer e pense em como ganhar dinheiro com isso. Não queira ganhar rios de dinheiro logo de inicio. Tudo na vida é um processo gradual. O importante é começar e sempre seguir em frente. Veja só: se você conseguir fazer um real com o um real que você tem, parabéns! Você começou bem, conseguiu uma façanha espetacular: lucrou 100% do valor investido! É de grão em grão que a galinha enche o papo. Comércio sempre é uma ótima oportunidade. Mas você precisa ter perfil negociador. Nessa atividade, você deve conseguir uma boa negociação na compra, e não na venda. Comprando barato você poderá vender também barato, conseguindo competitividade ante seus concorrentes e rapidez no giro das mercadorias. Normalmente se pensa que o bom negócio se faz na venda. Errado. O bom negócio se faz na compra, conseguindo sempre o menor preço possível. Assim você poderá vender também com preço competitivo sem minar seus lucros.

Ao invés de pagar juros, pense em como as pessoas possam pagar juros a você.

Artesanato também é uma ótima pedida. Com criatividade pode-se criar objetos de desejo com matérias-primas baratas e pouco esforço para confeccioná-las, e vendê-las. Pense sempre em como transformar x reais em 2x, 3x, 5x reais, e por ai vai...

Para ilustrar como uma atividade de comércio de um profissional autônomo pode ser a chave para o sucesso financeiro, diferentemente de ser um empregado, vou dar um exemplo. Um empregado comum trabalha 30 dias, 8 horas por dia, para ao final do mês receber um salário fixo. Hoje no Brasil quem ganha R$ 1.500,00 por mês ganha bem demais. Agora imagine-se fazendo um negócio como trabalhador autônomo (trabalhando para si próprio): comprando um carro, digamos, a R$ 20.000,00 e revendendo-o por R$ 21.500,00. Algo super possível e fácil de acontecer, não é? Você ganhou a mesma coisa em muito menos tempo, e com muito menos esforço! Se em um mês você fizer uns três negócios desses já faturou R$ 4.500,00!

Pense sempre em algo assim: algo que te tome o mínimo de tempo e de esforço, porque dessa forma você terá mais tempo para ganhar mais dinheiro, poderá dispensar esforço em outras formas de ganhar mais dinheiro. Não pense que ganhar dinheiro é difícil. É fácil, se você pensar que é. Mas tem que começar. É como aprender a andar. No inicio você leva umas quedas, mas depois fica tão natural fazer dinheiro que nem parece que você precisou aprender um dia. Parece que você já nasceu sabendo.

para o Yahoo! Respostas

 



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 15h45
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10 coisas que eu gostaria de compartihar com o mundo

1. meu amor
2. meu conhecimento
3. minha sede de saber
4. minha alegria de viver
5. minha saúde
6. minha sinceridade
7. minha felicidade
8. minha fé em Deus
9. minha inteligência
10. meu senso de justiça.



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 23h55
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Como combater a corrupção no país?

No dia internacional de combate a corrupção, e no meio do furacão de notícias ruins sobre o assunto que varre o governo do Distrito Federal, fica a pergunta: como combater a corrupção no país?

Primeiro devemos saber que corrupção, apesar de estar inconscientemente associada a ação dos políticos, é um mal que aflige todas as esferas sociais. Portanto, ações anti-corrupção devem ser tomadas nas mais diversas frentes. Contudo, para delinear o escopo da minha dissertação, vou falar especificamente do problema politico. Penso que o combate à corrupção política deve primeiramente contemplar:

1. Análise da vida pregressa de todos os candidatos a um cargo público: só poderão candidatar-se, ou, após eleitos, exercer seu mandato, quem tiver a ficha limpa;

2. Punição para quem praticar crime no exercício da função pública. Tratar criminoso político como qualquer outro tipo de criminoso, sem distinção;

3. Fim do foro privilegiado: governantes devem ser julgados na justiça comum, inclusive indo a júri popular;

4. Diminuição do número de recursos contra decisões judiciais.

Claro que existem muitas opiniões relevantes, mas penso que estas já ajudariam bastante a diminuir a quantidade de casos de corrupção que assolam o nosso amado país.

 



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 10h45
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Reconciliação

Semanas atrás, na paróquia que frequento aos domingos e onde curso minha primeira eucaristia, assisti a uma palestra cujo palestrante não me recordo o nome, mas cujo tema muito me chamou a atenção. Foi destinada aos jovens que fazem cursos de iniciação religiosa naquela instituição, e falava de reconciliação. Decidi compartilha-la porque muitos dos ensinamentos fazem realmente sentido na vida de muita gente. Vou procurar saber o nome do palestrante e colocar aqui. Vale a pena ler.

Reconciliar
"...Todos precisamos nos reconciliar. E, se pararmos pra pensar, chegaremos à conclusão que essa reconciliação se faz importante principalmente para com as pessoas mais próximas de nós, do nosso mais estreito círculo de contatos; não tanto com quem está afastado da gente. Porque compadecer-se e sensibilizar-se com quem está longe é fácil; ficar com dó das pessoas que passam fome na África, chorar por quem está sofrendo na China, sofrer por causa da menina que foi assassinada, é fácil! Agora em casa com o irmão, com a irmã, com o pai, com a mãe... com as pessoas do dia-a-dia é que é difícil. E é com essas pessoas que estamos constantemente precisando nos reconciliar, é com eles que precisamos aprender a reconciliar. E eu quero passar pra vocês o princípio, a base de conhecimento que precisamos ter para aprender a fazer isso.

O sentido
Para aprender reconciliar, precisamos entender o sentido profundo da reconciliação. Se não tivermos consolidado na mente a origem da força para a reconciliação, nós não conseguiremos dar senão alguns passos. Boa intensão existe em todo lugar. Eu conheço muitos casais que têm intensão de viver bem, muitos filhos que têm intensão de amar os pais, desejam mesmo, mas não dão conta. Precisa de algo mais profundo! Para isso eu gostaria de tomar um trecho da carta aos Colossenses onde São Paulo nos descreve quem é Jesus Cristo. Paulo faz um relato: não viu Jesus pessoalmente, apenas conta a sua experiência com ele. "Ele é a imagem do Deus invisível... Ele é o princípio, o primogênito dentre os povos, e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas..." Se Jesus Cristo não tiver em primeiro lugar em tudo, não vai dar certo. Só o meu amor entre eu e meu próximo não dá conta: Deus-Filho tem que estar no meio! Quando o problema está grande eu falo: "Ó Jesus, o senhor tem que entrar no meio!". A mãe vem falar: "Ó meu Jesus, me ajuda porque eu não estou suportando minha filha não, entra aqui no meio desta conversa, senão nós vamos ficar cada vez mais competindo, brigando, nos machucando, nos agredindo!...". "Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude, e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas; Aquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, reestabeleceu a paz a tudo que existe no céu na terra." É por intermédio de Jesus Cristo é que todas as criaturas se reconciliam com Deus e entre si.

Olho por olho, dente por dente
O ser humano antigamente não tinha arma de fogo. Ele matava a pedrada, a facada ou a espadada... "arrancava" o sangue da outra pessoa. E quando a pessoa perdia o sangue ela perdia a vida! Então eles, os povos da cultura antiga, achavam que a vida estava no sangue: perdeu o sangue perdeu a vida! Acreditavam que só sacrificando, sangrando pessoas para seus deuses, para seus ídolos, agradariam-nos. Então Deus, pra mostrar todo o seu amor, aceitou dar seu sangue, dar sua vida na cruz por amor, para reconciliar a humanidade. Porque a visão que eles tinham da reconciliação era morrer. Como é que uma pessoa acalmava se tivesse matado um filho dela? Quando ela matava o filho da outra! Aí ela acalmava aquela ira, aquele ódio. Não tinha o filho de volta, não trazia a paz plena, a libertação, mas ela se sentia vingada. Era olho por olho, dente por dente: matou um, cortou o pescoço de um, vai lá e corta o pescoço dele também! Ainda no Nordeste ainda tem umas famílias que são assim, né? De vez em quando mata um parente d'um, mata um parente d'outro. É uma maneira de buscar um alívio para o ódio: a vingança. Mas Deus trouxe pra Ele todo aquele ódio da humanidade. Ele que não devia nada, Ele que não fez nada de errado veio como homem, amou, abençoou, curou cego, ressussitou morto. Então o homem disse: vamos mata-lo! Aí Ele deu o sangue dele na cruz. Pra quê? Pra dizer pro homem: Deus é paz, Deus é amor, Deus não é guerra! Deus é quando a gente perdoa!

Sentimento e vontade
A cultura moderna trabalha muito os sentimentos. As pessoas acham que o sentimento é a verdade. Sentimento é um dom, uma capacidade que eu tenho: eu sinto raiva, eu sinto alegria, eu sinto paz... é um dom! Mas ele não é a minha vontade. O cerne do ser humano, o caráter do ser humano é a sua vontade, o que ele decide! Vou dar um exemplo: eu sinto vontade de não ir trabalhar hoje: quero ficar em casa, descansar, ver televisão... Então, eu vou ou não vou trabalhar? É a minha vontade que vai decidir! A minha liberdade. Aí que está a essência do ser humano: não é no que sente, é no que decide! É aí que ele forma o seu caráter! Hoje as pessoas estão sendo educadas só para fazer e satisfazer o que sentem. Então elas acabam ficando escravas do sentimento.
Entendeu? Aí só querem ver televisão, desenho animado, novela... Viver os problemas dos outros, porque aí ela foge da vida, dos problemas da vida. E nós precisamos entender o quê? Onde eu quero chegar com isso? Eu quero dizer que a reconciliação não é um ato de sentimento, ela não é um ato de afeto, ela é um ato de vontade, de decisão. Perdoar, fazer as pazes, não é porque eu estou sentindo bem. Pelo contrário, é porque eu estou sentindo mal. É porque eu não quero vivenciar esse mau hábito aqui em casa, em mim, em meus relacionamentos. E aí eu tomo dentro de mim uma decisão, busco em mim a vontade para dar um passo para a reconciliação. Isso não é fraqueza. É o contrário: a pessoa que tem caráter e que tem forma é que dá o passo para a reconciliação. A pessoa infantil é aquela que se entrega ao sentimento: ela só faz o que ela sente, se entrega aos sentimentos. Mas na medida que ela for amadurecendo, verá que terá que ter obrigações, fazer coisas que são contrárias a seus sentimentos, terá que aprender a ter vontade, a fazer a coisa certa. Chega o momento em que você terá que se perguntar: "O que é que eu faço da vida?" Você decide! Toma as suas decisões! Vá à luta!

Atitude
Eu brigava muito com uma irmã minha. Era só nós dois nos juntar que brigávamos. Um dia, quando eu já tinha alguma noção de vida, e me vir no meio de uma de nossas brigas, eu pedi pra Deus, falei pra Ele assim: "Deus, porquê que a
gente briga?" Ele falou: "Uai, porque vocês querem!". Pensei: "Bom, então eu não quero mais!". Ah, mas quem disse que eu não queria? Eu comichava de vontade de ficar enfezando ela, só pra ver se ela apelava. Eu já estava viciado a provocá-la. E foi ai que eu pedi a graça de calar. E Deus me deu a graça de calar. Depois nos tornamos grandes irmãos! No dia em que ela casou eu chorei. Foi a coisa mais bonita, me abraçou, me agradeceu, coisa de irmão mesmo, como a gente quer que seja um irmão! Porquê? Porque aprendemos o caminho da reconciliação. É um caminho simples. Precisa de coragem, precisa dar o passo, aceitar o outro do jeito que ele é e não ficar querendo mudar-lo. Mas é preciso fazer o gesto de reconciliação, ato de coragem mesmo! Vocês acham que Jesus quando estava pregado de braços abertos lá na cruz, com aquele sangue todo sendo derramando, ele estava bem? Ele estava feliz? Ele disse assim: "...Pai, obrigado por eu estar aqui!"? Ele estava romântico? Não! Ele estava sofrendo, estava doendo! Humanamente falando, quis evitar o sofrimento: “Pai, se possível, afasta de mim esse cálice!”, mas, em face da consciência de sua missão de Redentor do Mundo por vontade de seu Pai, se dispôs à ela: “Todavia, faça-se a tua vontade”! Jesus nos salvou no desespero e na angústia e sofreu os maiores tormentos com paz porque era pelo bem e pela paz do seu povo.

Decisão pessoal
Noventa por cento das pessoas que nos ofendem não sabem que está ofendedo. A maioria quer nos educar. Você já passou por isso: no trânsito, quando uma pessoa erra, você manda a mão na buzina: pããããnnn! A outra pessoa sai morrendo de raiva com isso: "Filho da mãe, buzinou na minha traseira, que vontade de dar um tiro nesse cara!" e vai xingá-lo de tudo quanto é nome... Você quis foi educar! Não é verdade? Quando a mãe grita com o filho, ela quer é educar. E ofende! Então, se normalmente a intenção não é ofender, mas mesmo assim você se ofendeu, chega e reconcilia! De quem deve ser a iniciativa? Bom, daquele que der conta, mas principalmente do ofendido. Sabe porquê? Porque o homem ofendeu a Deus, Ele tomou a iniciativa e perdoou. Por isso Jesus fala: quando você for fazer sua oferta, veja se alguém está magoado com você; se tiver, guarde sua oferta, vai lá, reconcilia com seu irmão, volte e faça sua oferta a Deus! Porque, se Deus é amor, não fique oferecendo as coisas pra Deus de mal com o próximo, brigado com o semelhante. A gente deve amar as pessoas! Jesus fala que a gente deve amar até os inimigos! Mesmo aquelas pessoas que não dá pra reconciliar, a gente deve colocá-las na nossa lista de oração. Sabe porquê? Para continuar sendo cristão! Porque se eu não colocar ela na minha linha lista de oração, um belo dia eu estou igualzinho a ela ou pior. De tanto falar mal dela e criticá-la, o ódio vai tomando conta de mim e eu estarei um dia pior do que ela. Então tem que abençoar meus inimigos. Orar por aqueles que maltratam e perseguem.

Conclusão
Deus nos reconciliou. Quando eu reconheço a minha fraqueza e busco Aquele que tem a plenitude, quando eu tenho um pouquinho de fé em Jesus Cristo, e falo: Jesus Cristo, me ajuda a ficar bem com minha mãe, me ajuda a abraçar meu pai, me ajuda a perdoar meu irmão, meu amigo... pronto, a reconciliação já está tomando conta de mim. Quando a gente se reconcilia descarrega uma tonelada de sobre nossos ombros. Existe uma alegria do perdão que não tem preço!"

 



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 15h32
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Um pouco da minha Filosofia de Vida

Todo mundo tem uma filosofia de vida, algo em que acredita e segue. Como disse no meu primeiro post deste blog, o intuito deste seria ser um meio de vocês, meus amigos e leitores, me conhecerem melhor. Nada mais pertinente, então, que eu discorrer aqui sobre a minha filosofia, ou melhor, tentar discorrer... No final tem uma pergunta. Reflita sobre ela.

Bom, se eu tivesse que dar conselhos a alguém diria para...

 

Preocupar-se menos com as coisas.
Penso que o mundo é nosso, então tudo está em nossas mãos, somos nós quem fazemos. E se nós fazemos, porquê se preocupar tanto com os problemas? Eles fazem parte da vida, como o caroço faz parte da fruta! O mundo possui a incrível capacidade de se arranjar da melhor forma possível! Para isso basta que estejemos atentos e sempre prontos a guiar, como se guia um carro numa estrada.

Não querer abraçar o mundo de uma só vez.
Tudo na vida é um processo gradual, tanto em coisa quanto em tempo! Todo caminho é feito de pequenos passos; e querer chegar ao final num só pulo é tolice! Então, façamos hoje a parte que é destinada a hoje, amanhã a de amanhã e assim sucessivamente! Quem não consegue isso é ansioso, e ansiedade é inimiga do autocontrole. Isso vale para quem quer ter mil amigos, fazer mil viagens, ir a mil festas, etc... Antes poucas experiências bem vividas!

Entender e ter sempre em mente que cada ser é único, diferente.
Somos únicos, e como tal pensamos e agimos de forma distinta. Temos a tendência de esquecer disso e querer que as pessoas sintam e ajam com a gente. Está errado! Sabendo da individualidade de cada um, podemos deixar de se preocupar com os "defeitos" dos outros e passar a fazê-lo com relação a nós mesmos. Como o mundo se "arranja", se arranje também com as pessoas que têm a mesma afinidade que você! Isso é viver feliz.

Ter sempre a razão à frente da emoção.
Quem faz o contrário é (ou está) fraco, e nessa situação ficamos à mercê dos ventos e das circunstâncias. Nunca perca as rédeas da vida. O mundo sempre tentará provar que a emoção, os sentimentos, os desejos são os nossos guias, mas a razão, a força de vontade, a decisão é quem realmente o são. Não deixe que seja diferente. Se está, trate de mudar.

Saber que o futuro é tão importante quanto o presente, e um dia ele vai chegar.
Por isso, vale a pena sacrificar-se um pouco hoje para um melhor-estar amanhã. A maioria das pessoas, principalmente as brasileiras, é muito imediatista: não pensa no futuro, quer seus desejos satisfeitos aqui e agora. Dessa forma, consome hoje o pouco que poderia ser a semente que, plantada, transformar-se-ia no muito de amanhã. O presente já foi futuro um dia! Portanto, vivamos o presente tendo sempre em mente que existe um futuro que certamente vai chegar.

Praticar uma religião.
O que é diferente de apenas ter uma religião. Algumas pessoas dão importância a isso, outras nem tanto, mas eu digo: é importante para todo ser humano. A religião age de forma branda mas profunda na vida, alimenta a alma como feijão e arroz alimenta o corpo, é uma necessidade universal (comum a todos). Você pode deixar de comer e não sentir fome, como pode não praticar uma religião e não sentir falta, mas assim como o corpo sentirá fome mais cedo ou mais tarde, a alma reclamará a falta de religião, seja por meio de um vazio, uma angústia, uma falta de sentido para a vida, seja pela falta de felicidade. Não é à toa que as doenças psicológicas, ou doenças da alma, estão entre as que mais crescem no mundo moderno.

Ler mais e ver menos TV.
Ler é renovar as idéias, aumentar o conhecimento, ter acesso a outras formas de pensamento, ter assunto pra discutir, enfim, é um ótimo passatempo! Lendo você aprende a viver melhor. Já o que se vê na TV, praticamente 100% é futilidade, e o que não é passa tão rápido que nem permanece na memória. "O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro, o que eu faço, aprendo; o que eu pratico, torna-se hábito." (adaptado de Confúcio).


Como diz o título, essas são ALGUNS dos meus pensamentos ou filosofias de vida. Caro leitor, quais são os seus?



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 16h26
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Vitória de nós consumidores

O Banco Central do Brasil proibiu nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2009, a cobrança, por parte dos bancos, da tarifa de renovação de cadastro. Foi uma atitude louvável deste órgão, redimindo-se assim de sua inércia inicial diante daquela atitude depravada dos bancos. Melhor ainda foi saber, em nota divulgada pelo próprio Banco Central, que a cobrança para renovar o cadastro de correntista foi abolida por ter sido "objeto de reclamações e questionamentos"! Ou seja, valeu a pena botar a boca no trombone e tentar fazer valer nossos direitos.

Parabéns a todos nós!



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 22h18
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Abaixo à cobrança dos 1% de juros nos financiamentos de imóveis!

A cobrança, por parte das construtoras, de juros de 1% (um porcento) sobre o saldo devedor, após a entrega das chaves, em financiamento de imóveis, é prática tão comum que já se transformou em parte do negócio. A cláusula que institui tal cobrança faz parte de qualquer contrato de compra e venda de imóvel. Esses juros são responsáveis pelo aumento indiscriminado das prestações, inviabilizando muitas vezes a quitação por parte do adquirente. Entretanto, juridicamente, essa cobrança é totalmente injusta e deveria ser abolida.

A Constituição Federal brasileira, ao tratar dos princípios gerais da atividade econômica, em seu parágrafo 4º artigo 173 assevera que "a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise [...] ao aumento arbitrário dos lucros". O artigo 20 da Lei 8.884/1994 (que tem como finalidade, dentre outras, a defesa dos interesses do consumidor) diz que “Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados [...]: Inc. III: aumentar arbitrariamente os lucros; Inc. IV: exercer de forma abusiva posição dominante”. A Lei 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), em seu art. 6º, diz que “São direitos básicos do consumidor: [...] Inc. V: a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas ”; e em seu art. 51: “São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: [...] Inc. IV: estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade”.

As regras econômicas fundamentam a cobrança de juros. Segundo Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor de livros como “Dinheiro, Os Segredos De Quem Tem” e “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, juros são “o aluguel pago pelo uso de algo (seja ele um bem móvel, imóvel, valor monetário, etc...) que não se possui”. Portanto, seria justo que, após a entrega das chaves, o adquirente pague juros por usar a parte do imóvel que "ainda não lhe pertence", isto é, a parte não quitada (o saldo devedor). Contudo, a incoerência acontece porque antes da entrega das chaves a construtora é quem usa do dinheiro pago pelo adquirente sem pagar nenhum tipo de juro por ele. Este fato constitui, por parte da construtora, abuso de poder econômico no que diz respeito a aumento arbitrário dos lucros e exercício abusivo de posição dominante, e fere a lei que garante a equidade de obrigações das partes. A construtora, ou deveria pagar juros ao adquirente por usar seu dinheiro antes de ter lhe entregue o apartamento, ou então não deveria cobrar juros do adquirente após a entrega das chaves (igualdade de direitos).

O problema é que, no sistema capitalista, e principalmente em sistemas menos desenvolvidos como é o nosso, o relacionamento é desleal entre prestadoras de serviços (a parte dominante, geralmente grandes companhias, com poder econômico, com poder sobre as autoridades políticas e com advogados experts defendendo seus interesses) e os usuários desses serviços (a parte desfavorecida, geralmente pessoas físicas comuns e trabalhadoras, desconhecedora dos seus direitos e sem dinheiro para contratar alguém que a defenda). Isso permite acontecer atrocidades como esta, cobranças de taxas absurdas, impostos sobre impostos, serviços mal prestados, etc... sem que os responsáveis sofram qualquer retaliação. As autoridades (governo, ministério público, ordens jurídicas, etc...), que deveriam defender os direitos da população, fazem vista grossa a bem de seus próprios interesses.

Desafio qualquer profissional do direito a levantar essa bandeira, a bandeira do fim da cobrança dos 1%, e procurar corrigir essa distorção que afeta milhares de pessoas que sonham em ter sua casa própria, mas que encontram no caminho obstáculos que, à luz da justiça, nem deveriam existir.



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 14h53
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Visão Errada do Dinheiro

Muita gente reclama que seus ganhos não dão para os gastos, que vive apertado, e está sempre querendo ganhar mais dinheiro para que possa “satisfazer suas necessidades” com mais tranquilidade. A verdade é que essa pessoa nunca vai ter essa tranquilidade, ganhando o que ganha hoje ou dez vezes mais, simplesmente porque não conhece os meandros ou segredos do dinheiro, ou simplesmente, não sabe lidar com ele.

Desde a infância somos forçados a aprender que dinheiro é uma coisa ruim. Seja sincero: você se sente confortável em falar de dinheiro em público? (Digo dinheiro, e não da falta dele.) Certamente não, e justamente porque cresceu ouvindo ditados e bordões do tipo: “dinheiro não traz felicidade”, “dinheiro só traz desgraça”, “os ricos não vão para o céu”, “os ricos exploram os pobres”, “prefiro ter saúde que dinheiro”, “dinheiro é sujo, lave as mãos depois de pegá-lo”, e etc e blá, blá, blá, blá...

Dinheiro traz felicidade sim, assim como uma boa saúde, amizades, uma vida religiosa, etc, o fazem. No mundo moderno, sendo uma pessoa normal, é impossível se sentir feliz passando por necessidades básicas, como comida, moradia digna, transporte, saúde, lazer, etc. Por outro lado, é uma ignorância tremenda associar dinheiro a caráter. Dinheiro pode sim mudar uma pessoa, mas apenas irá acentuar aquilo que ela já é. Se ela é uma pessoa ruim por natureza, poderá se tornar ainda mais mesquinha, mas se ela é uma pessoa boa, poderá sê-la ainda mais ajudando o próximo, com doações, com seu tempo livre, etc. Afinal, antes de ajudar temos que suprir nossas necessidades. E quanto a dizer que saúde é melhor que dinheiro? O que é mais importante, seu braço direito ou sua perna esquerda? Quero dizer aqui que são coisas distintas e igualmente importante. Uma coisa não exclui a outra! Podemos sim termos saúde e dinheiro ao mesmo tempo! Porquê não? Pra finalziar as comparações, afirmo que dinheiro não é mais sujo que corrimão de escada, ferro de segurar-se dos ônibus, maçaneta de porta.

Essas idéias, assimiladas por anos e anos, acabam por formar concepções equivocadas na cabeça das pessoas, tornando-as pessoas com espírito de pobre, submissas, escravas do dinheiro, quando o correto deveria ser o contrário. Quer muito ganhar dinheiro, mas algo no seu subconsciente, uma força interior imperceptível, a diz que se tiver dinheiro, se ficar rica vai se corromper, vai se tornar uma pessoa pior do que é hoje, uma criatura má, atrairá os mais diversos tipos de problemas. Dessa forma, ela própria começa a se sabotar em seu caminho que a levaria ao dinheiro e à tranquilidade financeira. De que forma? Tendo atitudes de pobre. Não me entenda mal quando emprego a palavra pobre. Não quero me maneira alguma menospresar quem é pobre, porque pobreza verdadeira é a pobreza de espírito. Quero apenas referenciar um estado ou situação financeira em quem ninguém quer permanecer (se bem que toda regra têm exceção! Rs).

De agora em diante, quando se vir reclamando da vida e do destino cruel que o colocou nessa situação de necessidades e falta de dinheiro, quando se perguntar porque alguns têm tanto e você, como outros, tão pouco, lembre-se que é você quem pode ser o responsável, mesmo sem querer. Procure desaprender o que aprendeu até hoje sobre o dinheiro e aprender o que é realmente verdade. Não é simples, mas começar a mudar o pensamento já é um bom começo. O difícil não é aprender o que não sabemos, mas desaprender o que sabemos. Lembre-se que Deus nos deu o mundo para que todos pudéssemos desfruta-lo e em abundância, sem discriminação ou privilégios. “Peça com fé e será atendido”. “É você quem faz, se está insatisfeito com o resultado, MUDE!”



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 19h40
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O JEJUM QUARESMAL

(O significado)

Eu estou jejuando nesta quaresma. Prometi a mim mesmo não comer carne durante seus quarenta dias. E mais: restringi não só carne vermelha, mas qualquer tipo de carne de animais terrestres. E para mim que, como a maioria dos brasileiros, adora uma boa carne, isso é um sacrifício sim, e tanto!

Mas você que me conhece pode estar se perguntando como eu, um cara tão estudado e mente aberta, posso acreditar nessa bobagem de que é pecado comer carne na quaresma. Ou talvêz pense: isso é ignorância, pecado é deixar de comer, tendo vontade, o que Deus nos deixou de bom grado, como já ouvi várias vezes. Concordo que cada um tem sua percepção, tem sua versão para o significado dos ensinamentos da bíblia. Eu não penso que seja pecado comer carne na quaresma. Para mim, o sentido do jejum é outro, poucas vezes percebido, principalmente por quem não conhece de fato as escrituras sagradas, um verdadeiro manual de como se viver bem.

Quaresma é um tempo para reflexão, tempo de pensar como estamos levando nossa vida, qual o estado do nosso espírito, como temos nos relacionado com o próximo, como temos contribuído para melhorar nosso mundo e o mundo que nos cerca. Praticar o jejum significa acima de tudo testar-se, exercitar o auto-controle, se impor uma tarefa e tentar cumpri-la. É, portanto, uma atitude consequência dessa reflexão, cujo objetivo é aprimorar-se como pessoa, se tornar um ser maior, mais evoluído. Jejuar é provar pra si mesmo não ser escravo das vontades, não ser dependente dos desejos, conseguir desapegar-se das coisas que achamos importantes ou até indispensáveis às nossas vidas. É ser senhor de si mesmo, colocar-se acima das coisas do mundo! É tão desanimador termos ciência de que somos dependente de alguma coisa, não é? Quando temos um vício e não conseguimos viver sem aquilo, nos sentimos fracos, impotentes. Temos que poder e, principalmente, saber que podemos, provar a nós mesmos que podemos, ter auto-controle e confiança, ser independente. Impor-se regras e limites, abdicar-se de coisas relevantes para si, e procurar cumpri-los, faz com que nos eduquemos como pessoa, e consigamos viver com temperança e verdadeiramente livres.

Sinta-se incentivado a ter a mesma atitude. Imponha-se um sacrifício, seja jejuando na quaresma, fazendo algo novo de bom ou deixando de fazer algo que está acostumado a fazer. E antes de julgar uma atitude, atente para o fato de que existem outras visões, outros significados que não o seu. Procure viver hoje melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje. É sempre possível melhorar. Não se dê por satisfeito. Para Deus não há limite para bem-aventuranças! Para Deus todos são merecedores de um mundo completo e abundante, mas depende da sua vontade, do seu querer, do seu empenho e do seu dissernimento do sentido da vida.

 



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 11h00
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A SITUAÇÃO DO NEGRO NO BRASIL
(Falando mais sobre algo já tão falado... e pouco entendido)


Como é sabido, a sociedade de um país pode ser dividida (ou classificada) em diversos grupos, dependendo do aspecto em que se faz essa distinção: religioso, cultural, econômico, racial, etc... Todos eles, uns mais, outros menos, sofrem algum tipo de marginalização ou discriminação por parte dos demais. Venho neste artigo discorrer sobre um em particular, o mais polêmico, eu diria, dentre os que normalmente se levanta da sociedade brasileira: a questão do negro. Trato aqui como negro todos aqueles de pele "escura", entre os quais de incluem os índios e suas descendências.

A sociedade brasileira tem uma dívida histórica para com a raça negra. Dos 509 anos de nossa história, 388 anos (ou 76% dela) foram vividos com o negro submetido e subserviente aos brancos. É óbvio que uma inversão dos valores cultuados nesse período não se faz em pouco tempo, de uma hora para outra; não há como fazer uma revolução no pensamento de uma sociedade. Isso leva tempo. Muito tempo. Aludindo-se à lei da ação e reação, em que toda ação provoca uma reação de igual intensidade em sentido contrário, anular o ideário da inferioridade do negro perante o branco só seria possível submetendo-se o branco aos mesmos 388 anos de submissão ao negro, como escravos. Esse pensamento por si só já é suficiente para o leitor sentir o drama, o tamanho do problema.

Todos hão de convir que há um problema nesse aspecto. Os números são claros! Com 70% da população considerada de raça ou descendência negra, não faz sentido ocuparem parcelas diminutas dos empregos, dos cargos de chefia, das funções consideradas de prestígio (empresários, médicos, advogados, engenheiros, odontólogos, etc). Mas a sociedade teima em continuar a ter uma visão míope da situação, considerando que não existe discriminação no país, que não existe privilégios, que não existe segregação. Foi com essa certeza em mente, de que há realmente um problema, é que se decretou o sistema de cotas nas universidades, fato de grande repercussão e rejeição. Agora eu pergunto: onde está a solução melhor? Essa solução é radical e polêmica sim, concordo, mas problemas radicais requerem soluções radicais! Enquanto não se deslumbra solução melhor, fiquemos com a não tão boa mesmo! O importante é agir! Ai vem os céticos que dizem: "o país precisa é de investimentos em massa no ensino fundamental, na base da sociedade". Concordo com essa solução, mas para outro problema, a pobreza. Solução certa para o problema errado. O grande erro é se pensar que com ações generalizadas poderá se resolver um problema que é específico. Quando se fala em correção de distorções, as medidas devem ser específicas! Um criador, quando depara-se com um filhote mais frágil que os outros, com dificuldades de se alimentar junto dos demais, separa-o e alimenta-o sozinho, até que consiga acompanhar os demais e possa, assim, retornar às suas companhias. Ele não simplesmente aumenta a quantidade de comida para todos. Isso é focar o problema.

O grande desafio, penso eu, não é convencer o branco do valor do negro, mas convencer o negro do seu valor. A idéia da inferioridade do negro está enraizada profundamente na sociedade, são cultivadas no subconsciente de cada um, tanto do branco quanto do negro, mesmo que não o percebam de imediato. É um círculo vicioso que geração após geração vai se perpetuando. Quando um processo entra num círculo vicioso, ele não sai desse círculo senão por uma intervenção externa. É difícil combater um inimigo invisível.

Longínquo está, mas chegará o dia em que discussões desse tipo não fará mais sentido, pois o mundo evolui para melhor! Assim penso eu, como um bom cristão e otimista que sou. E enquanto a evolução acontece, podemos correr atrás da nossa revolução, da nossa mudança de concepção! Como diz uma famosa música, é hora de fazer uma lavagem cerebral! O difícil não é aprender o que não sabemos, mas desaprender o que sabemos! Com isso em mente vamos vivendo com a certeza que chegará o tempo em que não mais será fato relevante um médico, um juiz, um empresário, enfim, um presidente negro!



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 13h24
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VERDADES SOBRE INVESTIR EM AÇÕES

1. Não existe dinheiro fácil.

2. Os fortes sempre se sobreporão aos fracos.

3. Os fortes só darão meios de os fracos ganharem se eles próprios ganharem ainda mais com isso.

4. Ganhar dinheiro produzindo é bem melhor e mais digno do que fazê-lo especulando.

5. Tenha em mente que dinheiro não surge do nada. Na bolsa, para um ganhar outro tem necessariamente que perder. A ordem é você ser mais esperto que os outros, é você saber encontrar e aproveitar as brechas do sistema.

6. Informação é poder. Ninguém irá te dar informação se não for ganhar com isso de alguma forma.

7. Existem aos montes livros que ensinam você a ganhar dinheiro. Cuidado com eles! Quando você ler no título de algum livro "Nós queremos que você fique rico" entenda "Nós queremos ficar ainda mais ricos vendendo livros para vocês". Se eles realmente quisessem que você ficasse rico não forçaria você a desembolsar dinheiro para isso: publicaria na Internet.

8. Não se iluda com os números percentuais da Bolsa de Valores. Lembre-se sempre: ganhos são reduzidos, perdas são elevadas.

9. Se faça esta pergunta: qual a razão de ser de uma empresa? O Lucro. E como uma corretora obtém lucro? Tirando dos seus clientes. Como ela pode conseguir mais clientes? Inventando notícias otimistas de ações na bolsa, incentivando você a botar seu dinheiro suado lá e, assim, ficar vulnerável em favor deles.

10. Bolsa de valores é o típico "American way of make money", a já difundida "pirâmide", em que muitos perdem lá embaixo para poucos ganharem lá em cima. Este estilo não prima pela ética nos negócios, mas pelo lucro. Não é raro empresas falsificarem balanços, inventarem notícias, lançarem rumores positivos ou negativos, cujo único objetivo é especular e ludibriar investidores inocentes.

11. Investir no curto prazo é jogar na loteria, hoje você ganha, amanhã você perde, e na média você fica bem próximo de onde partiu. Já no longo prazo pode até ser que você consiga dobrar ou até triplicar seu dinheiro, mas em 10, 15 anos. Será que vale a pena esperar tanto por tão pouco, correndo risco de sua empresa falir? Dá pra ganhar bem mais produzindo, e não ficando à mercê do mercado, que é manipulado pelos grandes grupos financeiros.

12. As instituições de capital aberto quase sempre valem 5, 10 vezes o valor de seus ativos, ou seja, se vendessem tudo o que têm, desde canetas até os prédios, renderia apenas 1/5, 1/10 do que valem na bolsa. Isso nos leva a acreditar que, se todos os seus acionistas quiserem se desfazer de suas ações, seria um desastre!

13. Nos tempos de crise, quem perde são somente os pequenos investidores. Crises nada mais são que jogadas de cartas marcadas praticadas pelas instituições para realizar seus lucros em cima dos prejuízos dos pequenos acionistas. Um mega-investidor investe 1 bi numa empresa semi-falida. Suas ações disparam. Milhares de pequenos investidores tentam lucrar entrando nessa nova onda, que promete lucros altos em curto prazo. Quando as ações estão valorizadas e ainda se valorizando, antes de demonstrar qualquer tendência de queda, o tal mega-investidor realiza seus lucros, retira seu dinheiro da empresa agora saudável e investe em outra decadente, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo. O que acontece? As ações despencam. E quem perdeu? Os pequenos investidores! Houve na verdade uma transferência de capital da mão dos pequenos para as mãos dos grandes!

Existem muitas verdades ocultas quando o assunto é o capitalismo e seus métodos de fazer dinheiro. Mas nem tudo é espinho! Existe o lado bom (se você não se importa de entrar na onda, de fazer parte do sistema). Numa próxima oportunidade falarei das flores, podem esperar.



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 13h33
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Achei esse texto bastante verdadeiro e muito bem redigido, por isso decidi publicá-lo aqui. O texto é de Jayme Ghitnick e pode ser encontrado no link abaixo:
http://ghitnick.com/analise.html

 

"O ROUBA-MONTE CONTINUA...

Numa semana que muitos imaginaram seria de otimismo,  às vésperas do novo governo americano, o mercado americano enfraqueceu bastante e arrastou a maioria dos mercados globais, em muitos casos por manipulação das mesmas instituições internacionais que criaram a crise com seus desatinos impunes (como ocorre na Bovespa...).

É verdade que já tinha se registrado um repique considerável a partir de novembro e que as pouco claras pretensões desse novo governo ficaram desgastadas pelo noticiário diário de queda em todos os lugares no consumo,  na produção, no emprego,  sempre acompanhadas de previsões ainda mais catastróficas para o futuro imediato.

Nesta semana,  houve desalento com mais prejuízos neste ou naquele banco internacional,  com a notícia de que o Citigroup estaria vendendo ativos (como todos os que foram resgatados de  falências terão que fazer...), fazendo crer que os investidores aguardavam milagres para os balancetes divulgados.

É irritante a inércia  dos agentes econômicos nacionais e das nossas autoridades,  admitindo e até participando (direta ou indiretamente) do enfadonho rouba-monte em que se transformou nosso pregão,  inteiramente dominado por giros intraday onde prevalecem absolutamente a compra e a venda de lotes mais ou menos iguais,  sugerindo a quem vê de fora que as operações se destinam apenas a gerar comissões ou mesmo se prestam a algum tipo de planejamento fiscal para dar lucro a uns e prejuízo a outros, tudo devidamente combinado...

A falta de um debate constante sobre a problemática nacional leva a absurdos ridículos como a derrubada que foi feita nas cotações dos grandes bancos nacionais,  por conta das dificuldades de instituições estrangeiras e de manobras de pregão,  incluindo a distribuição de relatório rebaixando a classificação dos bancos nacionais, maliciosamente feita na mesma ocasião,  por quem gere instituição decadente...

O pequeno investidor e os que chegaram há menos tempo no mercado têm sido educados falsamente a acreditar que a única maneira de ganhar no mercado de ações é entrando e saindo na hora certa, a ser indicada pelos auto-intitulados gênios que usam bola de cristal com sua pseudo análise técnica ("passou daqui,  vai ali,  senão,  vem para cá...") e se propõem a adivinhar o que vai acontecer daqui a minutos...

A outra versão, escorada amplamente em vastos estudos acadêmicos,  defende que ações são o melhor investimento para médio e longo prazo,  mas a credibilidade desse conceito fica esgarçada se ocorre uma crise como a atual,  multiplicada por tantos erros e pelos escândalos da mídia.

Não serve de consolo a recomendação de que se consulte os gráficos de longo prazo,  ajustados para a inflação, onde é óbvia a imensa e inigualável criação de riqueza registrada pelas cotações das ações,  passando por toda a espécie de eventos, guerras, revoluções, desastres naturais, crises sociais...Nem vou me dar o trabalho de colocar mais um gráfico aqui,  porque a preocupação atual pesa é para os que compraram nos últimos dois anos ou para os que não venderam nada neste mesmo período e que estão assistindo a essa desvalorização de 40% ou mais...

Infelizmente,  mais uma vez a história se repetiu,  o que é uma das premissas principais da  análise técnica: mais uma mania desenfreada gerou uma bolha de valorização de ativos,  cujo esvaziamento vem provocando as dolorosas consequências que diariamente são estampadas pela mídia.

Pior ou melhor,  resta ter a paciência de aguardar que se repita também a parte boa da história, a sempre presente recuperação que conduz sucessivamente a topos mais altos.

O que não desobriga que cada um de nós reflita sobre sua postura diante de tudo o que ocorreu..."



Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 11h29
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Sobre a "Tarifa de Renovação de Cadastro" cobrada pelos bancos.

À partir de julho de 2008 os bancos passaram a descontar de seus correntistas a TARIFA DE RENOVAÇÃO DE CADASTRO, uma tarifa absurda, que veio somar-se à infinidade de tarifas já existentes e engrossar ainda mais os lucros dos bancos, que ano após ano batem recordes.

Se você nem sabe do que estou falando, ou até sabe mas nem deu importância, afinal, você já está acostumado a pagar todo e qualquer tipo de impostos e tarifas sem reclamar, ou mesmo conferiu seu extrato, ficou indignado, mas nada fez para ir contra esse abuso dos bancos, meu sincero lamento. Você é o típico brasileiro, conformado, o conhecido cliente bobinho, o tipo de cliente preferido dos bancos. Mas se você, como eu, dá valor ao seu dinheiro, ficou puto da vida em ser obrigado a abrir mão de uma parcela dos seus rendimentos ganho às custas de muito suor e trabalho, aqui vai a dica: vamos correr atrás dos nossos direitos!

Sou funcionário público - o que, à primeira vista, pode até parecer privilégio, mas não passa daí -, ganho pouco, o imposto é descontado "na fonte", mesmo antes de o salário chegar às minhas mãos, não posso trocar de banco (para um que ofereça tarifas mais em conta) porque o meu patrão (o governo) tem um contrato com o banco o que obriga seus funcionários a manter suas contas nele, faço das tripas coração para conseguir juntar um trocado, recebo uma mixaria de juros por ele que não cobre a inflação, já pago mensalmente a tarifa de manutenção de conta, que não é barata, e ainda por cima vêm os bancos, agora, com mais esse encargo. É ou não é para estar indignado e, diante da omissão dos nossos representantes públicos, desiludido, com essa situação?

Tal tarifa foi criada, segundo os bancos, com base nos documentos Resolução Nº 3.518/2007 do Conselho Monetário Nacional e Circular Nº 3.371/2007 do Banco Central do Brasil. Contudo, a resolução supracitada, logo em seu artigo 1º, diz que "A cobrança de tarifas pela prestação de serviços por parte das instituições financeiras (...) deve estar prevista no contrato firmado entre a instituição e o cliente ou ter sido o respectivo serviço previamente autorizado ou solicitado pelo cliente ou pelo usuário." Portanto, tal tarifa não se justifica, é totalmente improcedente e sem fundamentação jurídica, constituindo lucro arbitrário e enriquecimento ilícito por parte das instituíções financeiras.

Vejam e ouçam [aqui] o que diz uma especialista no site do jornal Folha de São Paulo sobre isso.

Estou profundamente indignado com a falta de atitude por parte dos órgãos de defesa do consumidor, do governo - que deveria nos representar e defender nossos interesses -, das entidades jurídicas e ainda da mídia de massa para com esse absurdo dos bancos, que vem agido à revelia e ao seu bel prazer, e quem paga o pato somos nós cidadãos.

Escrito por Ulisses Tenório da Silva às 12h31
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